Abertura
Escola inclusiva não consegue dar as mesmas oportunidades a todos os alunos
Falta de recursos humanos e de formação dificulta integração de crianças e jovens com necessidades educativas específicas. Barreiras arquitectónicas, almoços e recreios a horas diferenciados agravam situação. Há falta de empatia
Cerca de 35 anos após o Regime Educativo Especial para Alunos com Necessidades Educativas Especiais ter determinado a sua inclusão nas escolas públicas, as portas abriram-se para todos, e foram sendo feitas adequações às necessidades educativas de cada estudante. Só que, desde então, há problemas que ainda não foram ultrapassados, e cada vez mais crianças e jovens diagnosticados com diversas perturbações comportamentais, como autismo, sem que tenha havido um reforço de recursos humanos.
Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, revela que há cerca de um mês esteve reunido com Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, ao qual pediu a revisão da portaria dos rácios, por estar “desadequada à realidade”, face ao aumento dos estudantes com necessidades educativas específicas. “O número de alunos tem de ser um dos critério”, sublinha. “Não houve um sim nem um não, mas o ministro ficou sensibilizado em relação a esta área, e acho que o rácio vai ser actualizado.”
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