Sociedade
Universidade de Leiria e Oeste nasce para marcar a diferença e “ligada ao território”
O presidente do Politécnico de Leiria garantiu que a ligação às empresas se vai manter
“Hoje é um dia verdadeiramente histórico para o Instituto Politécnico de Leiria, para a região de Leiria e Oeste e, estou convicto, para Portugal.” Foi assim que o presidente do Politécnico de Leiria, Carlos Rabadão iniciou o discurso, após a aprovação, em Conselho de Ministros, da criação da Universidade de Leiria e Oeste.
Para o responsável, esta transformação “representa muito mais do que uma alteração institucional ou uma mudança de designação”.
“Representa o reconhecimento de um percurso construído ao longo de 45 anos com trabalho, visão, capacidade de inovação e uma ligação profunda ao território, às empresas e às pessoas”, acrescentou.
Carlos Rabadão revelou que o objetivo não é “ser apenas mais uma universidade”
“Não queremos, portanto, ser apenas mais uma universidade. Queremos ser uma universidade diferente e profundamente ligada ao território, mas simultaneamente aberta ao mundo”, prometeu.
A transformação da instituição será “capaz de integrar ciência, tecnologia, criatividade, cultura e humanismo”, que “não separa academia e empresas, mas que constrói pontes permanentes entre ambas”.
“Uma universidade onde a investigação não termina nos laboratórios, mas se transforma em soluções concretas para a sociedade, para a indústria e para a qualidade de vida das pessoas. É essa integração que verdadeiramente nos distinguirá no panorama do ensino superior português”, avançou.
Para o presidente do Politécnico de Leiria, “esta complementaridade constitui uma das suas principais marcas identitárias no panorama do ensino superior português”.
O responsável adiantou que a Universidade “será construída sobre um modelo inovador, capaz de integrar o melhor da tradição universitária com a forte componente aplicada e de proximidade que sempre caracterizou o Instituto Politécnico de Leiria”.
E reforçou que a instituição continuará próxima “das empresas, atentos às necessidades emergentes do território e focados na empregabilidade dos nossos estudantes”. “Mas acrescentaremos uma nova escala científica, uma maior capacidade de investigação, uma oferta doutoral robusta e uma ambição internacional reforçada.”
Carlos Rabadão sublinhou ainda que este momento é a “continuidade natural de um percurso de afirmação institucional, agora projetado para um novo patamar de responsabilidade e de impacto”.
Reconhecendo que o mundo mudou, o presidente destacou que “os desafios do futuro exigem uma nova ambição”.
A missão da Universidade de Leiria e Oeste vai contribuir para ultrapassar a “dificuldade em diversificar a base económica, aumentar a incorporação tecnológica e criar mais valor através do conhecimento e da inovação”.
“Hoje, fazer bem aquilo que sempre fizemos já não chega. A competitividade deixou de assentar apenas na eficiência produtiva. O verdadeiro diferencial está na capacidade de criar conhecimento, transformar esse conhecimento em inovação e gerar impacto económico, social e cultural a partir dele”, apontou.
A Universidade de Leiria e Oeste nasce com a “ambição de ser um verdadeiro motor de conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável”.
O presidente do Politécnico de Leiria reforçou que “esta universidade distinguir-se-á pela sua natureza híbrida e integrada, que valoriza o legado do ensino superior politécnico, nomeadamente a sua forte orientação aplicada e a proximidade ao tecido empresarial, e o articula com uma ambição universitária reforçada, orientada para a produção científica de maior complexidade e para a afirmação internacional”.