Sociedade

Hidratação e protecção solar são recomendações da Unidade Local de Saúde para enfrentar calor extremo

11 jun 2026 14:46

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta para temperaturas elevadas nos próximos dias, que podem chegar aos 40 graus em algumas localidades do País

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A Equipa do Plano de Contingência Sazonal da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) alerta a população para os riscos associados ao calor extremo e recomenda a adopção de medidas preventivas para proteger a saúde e o bem-estar de todos face à previsão de temperaturas elevadas para os próximos dias.
 
Num comunicado, a ULSRL, avisam que as temperaturas elevadas podem provocar "desidratação, exaustão pelo calor, agravamento de doenças crónicas e outras situações graves, afectando sobretudo os grupos mais vulneráveis, nomeadamente pessoas com 65 ou mais anos, crianças, pessoas com doenças crónicas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores expostos ao calor, praticantes de actividade física ao ar livre e pessoas isoladas ou em situação de vulnerabilidade económica e social".
 
Face ao calor extremo, a ULSRL sugere que a população mantenha uma "hidratação adequada, bebendo água regularmente mesmo sem sentir sede, evitando bebidas alcoólicas ou com elevado teor de açúcar".
 
É aconselhado permanecer em locais frescos e arejados, evitar a exposição solar entre as 11:00 e as 17:00 horas, utilizar protector solar com factor de protecção igual ou superior a 30, usar roupa leve e clara, chapéu e óculos de sol e privilegiar refeições leves e frequentes.
 
Durante as horas de maior calor deve-se evitar a prática de actividade física, sendo recomendado que seja realizada ao início da manhã ou ao final da tarde, assegurando sempre uma hidratação adequada antes, durante e após o exercício.
 
"Sempre que possível, a prática deve ser acompanhada e interrompida de imediato perante sinais de mal-estar", acrescenta a ULSRL.
 
A Unidade Local de Saúde da Região de Leiria recorda ainda a importância de acompanhar familiares, amigos e vizinhos mais vulneráveis, verificando regularmente o seu estado de saúde e garantindo que dispõem de condições adequadas para enfrentar os períodos de calor intenso.
 
Deve-se estar atento a sinais de alerta como "tonturas, sensação de desmaio, pele quente, vermelha e seca, aceleração dos batimentos cardíacos, dores de cabeça, náuseas, vómitos e cãibras musculares".
 
Perante estes sintomas, deve procurar-se rapidamente um local fresco, iniciar a hidratação e contactar a Linha SNS 24 através do número 808 24 24 24. Em situação de emergência, deve ser accionado o 112.
 
A protecção da saúde durante os períodos de calor extremo depende da adopção de comportamentos preventivos e da atenção aos grupos mais vulneráveis.
 

País sob aviso amarelo

Todos os distritos de Portugal continental estão a partir de hoje e até sábado sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o aviso amarelo vai estar em vigor entre as 09:00 de hoje e as 18:00 de sábado, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado, com a máxima a variar hoje entre os 27 e os 38 graus e, na sexta-feira, entre os 35 e os 40 graus Celsius.

Para hoje está prevista uma subida “mais acentuada” da temperatura máxima, podendo subir cerca de 10 graus Celsius em alguns locais.

Segundo o IPMA, sexta-feira será o dia mais quente, com a temperatura máxima a variar entre 35 e 40 graus na generalidade do território.

A temperatura mínima deverá também subir em todo o território, prevendo-se que em alguns locais do país sejam registados valores próximos ou acima de 20 graus até à noite de sábado para domingo.

De acordo com o Instituto, o estado do tempo “será condicionado por um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, a estender-se em crista até França, e por um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica”.

“A acção conjunta destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica, a qual será responsável por um aumento acentuado dos valores de temperatura”, segundo o instituto.

Lusa