DEPRESSÃO KRISTIN
Padeiras de Ourém apanhadas pelo temporal quando distribuíam pão: “Não sei como estamos vivas”
Dez dias depois do temporal, o testemunho de Carina e Marisa Rocha e de Lúcia Ferreira, que admitem que, "tal como muita gente", não tiveram a noção da gravidade do alerta enviado pela Protecção Civil
A voz sai-lhe nervosa. As mãos com que molda o pão ainda lhe tremem. Três dias depois do temporal, Carina Rocha começa, aos poucos, a processar os momentos que viveu. E, enquanto o faz, crescem-lhe as dúvidas: “Não sei como estamos vivas”. Na noite da tempestade, toda a família – ela, a irmã e os pais – saíram para a rua, para a distribuição de pão porta-a-porta, assegurada pela Padaria Rocha, localizada na freguesia de Matas, em Ourém.
Carina e a mãe, Lúcia Ferreira, contam que receberam o aviso da Protecção Civil, com uma mensagem a informar que a depressão Kistrin iria assolar a região e que traria vento intenso até aos 140 quilómetros, mas assumem que não tiveram a noção da gravidade da situação. “Já tinham avisado noutras noites e nada aconteceu. Não percebemos que seria assim tão mau”, reconhecem.
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