Sociedade

Ministro elogia Ourém, “de longe o mais eficiente” a fazer avaliações das candidaturas

24 jun 2026 15:00

O Dia do Munícipio de Ourém, que se assinalou no sábado, ficou marcado por elogios, homenagens e recordações do dia 28 de Janeiro, quanto a tempestade Kristin atingiu a região.

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Luís Albuquerque (à dirtª.) emocionou-se com a distinção do ministro
CMO

O Dia do Munícipio de Ourém, que se assinalou no sábado, ficou marcado por elogios, homenagens e recordações do dia 28 de Janeiro, quanto a tempestade Kristin atingiu a região. Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, destacou o trabalho desenvolvido pela Câmara de Ourém, revelando que foi o “primeiro concelho a conseguir resolver todas as candidaturas”. 

“Falta uma candidatura entre 3.758 candidaturas no concelho de Ourém”, acrescentou. O governante sublinhou que no País houve candidaturas da parte de cerca de 170 concelhos. “Ourém é o segundo que tem maior número de candidaturas às indemnizações para os prejuízos das casas. O primeiro foi Leiria, o segundo Ourém e o terceiro Marinha Grande”, adiantou Manuel Castro Almeida, que chamou a palco os presidentes do Município, Luís Albuquerque, e da Assembleia Municipal, João Moura, para os homenagear com a lembrança que já tinha sido foi atribuída pela câmara aos trabalhadores, por todo o empenho durante a tempestade.

Luís Albuquerque adianta que a candidatura que falta avaliar “está do lado do munícipe”, que tem de responder a elementos que faltam. No seu discurso, o presidente da Câmara de Ourém lembrou que, dos cerca de 1.500 quilómetros de estradas asfaltadas, mais de mil ficaram obstruídos pela depressão Kristin. “Apesar de os números não conseguirem traduzir tudo aquilo” que foi vivido, ajudam a “perceber a dimensão daquilo que aconteceu”, frisou o autarca.

Enquanto o território recupera de “prejuízos próximos dos 40 milhões de euros”, estão em curso “cerca de 45 milhões de investimento estruturante”, disse Luís Albuquerque, destacando que Ourém “se revelou maior do que a adversidade que enfrentava”. “Mostrou-se grande, através da dedicação dos muitos que trabalharam até à exaustão, deixando os seus próprios problemas para segundo plano para ajudarem os outros (…) Foram momentos e dias de união, solidariedade e, porque não dizê-lo, de superação”, reforçou.

Luís Albuquerque prosseguiu, ao afirmar que “um concelho não se mede apenas pela forma como enfrenta as crises, mede-se também pela capacidade de continuar a ambicionar mais para as suas pessoas”. Por isso, quer “mais na saúde” e não se resigna “a que 18 mil oureenses continuem sem médico de família”. “Continuaremos a defender mais médicos e mais respostas. Continuaremos a defender um Serviço de Atendimento Permanente para Ourém”, prometeu.