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Leiria quer ser Capital Portuguesa da Cultura em 2028
Intenção aprovada por unanimidade no Conselho Municipal de Cultura de Leiria
O prazo de candidatura decorre durante 150 dias e a cidade vencedora será conhecida a 9 de Dezembro de 2026. Contará com uma dotação financeira de 1 milhão de euros, proveniente da administração central. Leiria está na corrida: quer ser Capital Portuguesa da Cultura 2028.
Na perspectiva do Município, que pretende mobilizar instituições, criadores, associações e cidadãos “em torno de uma visão comum”, o projecto representa “uma ambição estratégica”, “um desafio colectivo” e “uma oportunidade para reforçar o posicionamento cultural de Leiria e da região”.
A intenção do executivo liderado por Gonçalo Lopes foi aprovada por unanimidade no Conselho Municipal de Cultura de Leiria, segunda-feira, 1 de Junho, numa reunião que contou com cerca de 40 dezenas de agentes do sector.
Gonçalo Lopes salienta que a iniciativa visa “afirmar Leiria e a sua região como um espaço de encontro, criação e futuro”, que coloca “a cultura no centro do desenvolvimento humano, social e territorial”. Por sua vez, a vereadora com o pelouro, Anabela Graça, salienta que a candidatura “será tão forte quanto a capacidade de mobilização da comunidade que a sustenta”.
A partir da ideia de que a cultura pode “impulsionar o desenvolvimento, reforçar a coesão social e projectar a região no contexto nacional e internacional”, a autarquia apresenta argumentos: “um território reconhecido pela sua identidade cultural, capacidade criativa e dinâmica participativa”, “uma comunidade aberta, inclusiva e plural, um ecossistema cultural e criativo diversificado e uma forte tradição de criação, experimentação e inovação artística”.
Entre os principais factores distintivos da candidatura, ainda segundo a autarquia, “destacam-se o reconhecimento internacional de Leiria como Cidade Criativa da Música da Unesco, a riqueza do seu património histórico e cultural e a recente integração do Abrigo do Lagar Velho / Criança do Lapedo na Marca do Património Europeu”.
Outros argumentos, “um Plano Estratégico Municipal para a Cultura, uma política consistente de investimento cultural de longo prazo, uma rede qualificada de equipamentos culturais, um tecido associativo activo e reconhecido” e “uma forte articulação entre cultura, educação e inovação”.