Sociedade
Hospital de Leiria garante reforço de quatro salas de cirurgia ortopédica e mantém actividade oncológica a funcionar
Ministro da Presidência elogia profissionais de saúde
O Hospital de Santo André, em Leiria, nunca parou a actividade relacionada com a oncologia e reforçou com quatro salas a cirurgia ortopédica para fazer face ao acréscimo de lesões, relacionadas com as reparações dos estragos do mau-tempo.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, visitou hoje o hospital de Leiria, onde reuniu com o conselho de administração.
“Foi possível reforçar muito e ter quatro salas a fazer a cirurgia ortopédica para socorrer o acréscimo de lesões”, e “foi possível também assegurar a continuidade daquilo que é actividade corrente no domínio oncológico”.
“A actividade urgente e a actividade que, sendo programada, também tem uma natureza mais urgente, como o apoio e os tratamentos oncológicos, estão sempre a ser assegurados”, assegurou.
Na Unidade Local de Saúde (ULS) de Leiria, o ministro disse que encontrou uma “situação de tranquilidade”, embora tenham um “grande desafio”, pela frente, mas com uma “resposta extraordinária”.
A direcção executiva esteve em contacto com a ULS de Leiria, afirmou o ministro, que revelou que desde as “primeiras horas da noite e da madrugada de dia 28, a organizar não apenas o apoio a este hospital e dos serviços desta ULS, entre si e com outros, para que pudesse haver redirecionamento, seja ao primário no momento da chamada do INEM, seja depois de doentes que aqui estivessem e em algumas especialidades pudessem precisar de assistência designadamente em Coimbra”.
Segundo Leitão Amaro, a energia está a ser reposta aos poucos e “a cada hora, há mais milhares de pessoas que recuperam a energia”.
Hoje de manhã “já havia muito poucas capitais de município e sedes de concelho que ainda não tinham electricidade”.
“Previa-se que nas horas seguintes, talvez já durante o dia de hoje, todas as capitais de concelho estejam com fornecimento de energia eléctrica”, assegurou.
No entanto, o governante advertiu que a chegada a “cada casa, a cada fábrica, a cada loja, depende de um trabalho físico na alta tensão, mas também na baixa tensão, de reconstrução de cabos que foram cortados, de postes que caíram”.
Também os utentes que necessitam de cuidados em casa ou utilizam equipamentos a eletricidade têm a situação assegurada. “Foi extraordinário ouvir o testemunho dos responsáveis e dos profissionais desta ULS, que fizeram um esforço, reforçaram a capacidade de resposta às pessoas que estavam em casa”, apontou.