Viver
Exposições: Evolutionis – Homo Recolectus
Museu Barata Feyo
Até 25 de Janeiro
Arte contemporânea
Artista: Miguel Cardinho
Museu Barata Feyo – Centro de Artes, Caldas da Rainha
Quinta e sexta das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h; sábado e domingo das 9h30 às 13h e das 14h30 às 17h30
Designer de produto, escultor e performer, Miguel de Sousa Cardinho (Leiria, 1996) concluiu o mestrado em Design de Produto na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR) em 2022 com o projecto de tese intitulado Homo Recolectus.
No seu espaço no Armazém Zero, trabalha sobre a prática de recolher e reutilizar objectos ou materiais descartados pela sociedade e como podem ser reintroduzidos no quotidiano a partir de técnicas do it yourself (DIY). Tem também uma forte relação com ofícios (crafts) tradicionais e contemporâneos e aplica conhecimentos de upciclyng (transformar materiais descartados ou produtos usados em novos itens de maior utilidade) em workshops desenvolvidos em parceria com associações e escolas.
Na exposição Evolutionis – Homo Recolectus, patente ao público até este domingo, apresenta o reflexo do trabalho realizado durante oito anos em Caldas da Rainha, que se materializa na recolha de objectos e materiais, num percurso de definição de uma identidade visual, que compõe o Homo Recolectus. Pode ler-se ainda na nota de divulgação que esta personagem-manifesto traduz-se numa metodologia de projecto que faz parte do processo de recolha, passando pelo processamento, armazenamento e criação de objectos, para valorizar e estender o seu período de vida.
Miguel Cardinho começou o seu percurso académico na Escola Artística e Profissional Árvore no Porto, onde tirou o curso profissional de Design de Equipamento. Licenciou-se em Design de Ambientes na ESAD.CR em 2019. Desde 2023, trabalha como escultor de bronze na empresa Objecto.
Nos últimos anos, participou em exposições na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa (com a artista Ana Pessoa) e Culturgest, no Porto (publicação e exposição de lançamento da revista Fazer) e contribuiu para uma instalação colectiva no Festival Iminente, em Lisboa. Criou o festival Vai Não Vai, de que é responsável pela produção artística. Colabora com o Pogo Teatro.