Economia
Eurocumsa comemora 25 anos de olhos postos no futuro
"Há coisas que, hoje, não se conseguiriam fazer [nos moldes] se não fossem os nossos acessórios"
A Eurocumsa, empresa sediada junto à Zona Industrial da Marinha Grande, está a celebrar 25 anos de existência.
A firma faz parte do grupo empresarial Cumsa, sediado em Barcelona, Espanha, que se dedica à produção e comércio de acessórios para a indústria de moldes a nível mundial.
“Somos uma empresa, sempre em crescimento, que se tem conseguido posicionar bem dentro da indústria de moldes, principalmente pela inovação que os nossos produtos representam.
O nosso core business são os acessórios que resultam do nosso esforço de criar respostas inovadoras e fazer coisas um bocadinho fracturantes, que trilham caminhos novos”, explica o gerente, Rui Rocha.
A Eurocumsa comercializa artigos produzidos pela casa-mãe, mas também se dedica ao fornecimento de uma panóplia de outras soluções - sistemas de injecção, cilindros hidráulicos, entre outras.
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A decisão para abrir a primeira sucursal em Portugal e na zona da Marinha Grande, recorda o responsável, deveu-se à “importância estratégica do país no sector e aglomeração de empresas”, nesta área geográfica.
A nível mundial, noutros países a Cumsa conta com representações, em empresas que são distribuidoras multimarca.
Esta empresa solidificou a sua posição no mercado devido às peças de conceito original.
“Atrevo-me a dizer que há coisas que, hoje, não se conseguiriam fazer se não fossem os nossos acessórios. A nossa primeira grande inovação foi um movimento feito com aço mola. Há cerca de 30 anos, a Cumsa lançou uma ferramenta que permite fazer determinados detalhes nas peças plásticas de uma forma muito simples e muito económica e isso foi uma grande novidade na época”, diz o responsável.
Essas peças, ainda hoje, são conhecidas entre os profissionais do sector como “cumsas”.
“Lançámos, em 2015, um sistema que chamámos Duplo Rack, que também veio mudar a ideia da concepção de certos movimentos no próprio molde”, conta Rui Rocha, adiantando que o objectivo é “ir pelo lado técnico e inovador, e estar presentes, não pela massificação e preço, mas por soluções integradas mais complexas, e que sejam realmente diferentes e uma mais-valia”.
A Eurocumsa conta com 11 colaboradores, com quatro comerciais que garantem a cobertura do País inteiro.
Em 2022, o volume de negócios foi de 2,3 milhões. Após 25 anos de existência e quanto ao futuro, apesar de reconhecer que a indústria de moldes e plásticos está a viver um “momento menos bom”, Rui Rocha acredita que haverá sempre a necessidade e uma dependência deste ramo da indústria.
“Temos uma grande âncora, que é a nossa casa-mãe, mas o nosso desafio dentro desta economia global, onde se podem fazer negócios à distância por internet, é a parte técnica, através de dois aspectos principais: pessoal com capacidade técnica e conhecimento sobre moldes e sobre o que está a vender e a quem está a vender, e oferecer produtos ao cliente que sejam diferenciadores, elaborados a partir do conhecimento e das dificuldades técnicas que sabemos existirem no mercado”, afirma o gerente da Eurocumsa.