Viver
Eduardo Cardinho arrecada Prémio Play para melhor álbum de jazz
Antigo aluno do Orfeão de Leiria e da Filarmónica de Marrazes

Oito temas, com “muita influência de rock, de pop e de outras estéticas musicais”, incluindo “muita vibe brasileira”, descreveu Eduardo Cardinho ao JORNAL DE LEIRIA, em Abril do ano passado, durante uma conversa sobre o disco Not Far From Paradise, com que venceu, ontem à noite, um dos Prémios Play da música portuguesa atribuídos na cerimónia que se realizou em Lisboa.
Not Far From Paradise, de Eduardo Cardinho, foi considerado por profissionais do sector o melhor álbum de jazz, numa categoria em que também concorriam Carlos Bica, Maria João & André Mehmari e ainda a Orquestra Jazz de Matosinhos com Chris Cheek.
Not Far From Paradise é o terceiro trabalho de Eduardo Cardinho no papel de líder – anteriormente lançou Black Hole (2016) e In Search of Light (2019) – e traz o selo da prestigiada editora Fresh Sounds, de Barcelona, Espanha.
Considerado pelo site jazz.pt como “um dos vibrafonistas mais criativos da sua geração”, tem no currículo parcerias com o contrabaixista Carlos Bica e o acordeonista João Barradas, entre outros, e também já gravou como sideman para Bárbara Tinoco e com o baterista e produtor Fred.
Antes de ingressar, no início do ensino secundário, na Escola Profissional de Música de Espinho, de onde seguiu para se licenciar na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) do Porto e depois para o mestrado no Conservatorium van Amsterdam, nos Países Baixos, Eduardo Cardinho, que é natural de Leiria, começou pela bateria, muito cedo, aos seis anos de idade, aprendeu percussão de orquestra e só mais tarde se fixou no vibrafone. É um antigo aluno do Orfeão de Leiria e da Filarmónica de Marrazes. Sem abandonar as baquetas, nos últimos anos tem dedicado cada vez mais horas aos teclados, que se tornaram no instrumento de eleição para compor.
Em Not Far From Paradise, Eduardo Cardinho toca vibrafone e sintetizadores e faz-se acompanhar de outro músico originário dos Marrazes, o baterista Diogo Alexandre, actualmente a viver na Bélgica. Participam também João Mortágua (saxofone), José Diogo Martins (sintetizadores e piano Rhodes), o brasileiro Frederico Heliodoro (baixo eléctrico e guitarra) e Iuri Oliveira (percussão), além de João Barradas, convidado em duas faixas.
Com produção de Frederico Heliodoro (que trabalhou com Milton Nascimento) e do próprio Eduardo Cardinho, o disco foi gravado nos estúdios Arda Recorders no Porto por Zé Nando Pimenta.
Eduardo Cardinho é director artístico da Orquestra de Jazz de Espinho.
Os Prémios Play são promovidos pela Audiogest, associação sem fins lucrativos dedicada à gestão colectiva e defesa de direitos dos produtores fonográficos.