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Deathwhore: do passado death metal à electrónica sombria actual
O músico, e cabeleireiro de profissão, está de volta com um projecto a solo
Celso Sá, antigo membro dos Neuroblast – banda de death metal dos anos 90 – está de volta com um projecto a solo. Deathwhore é o nome escolhido, resgatado de uma música que compôs na altura em que tinha a banda, e que considera o seu primeiro trabalho de raiz. Mas a sonoridade agora é outra. O músico explica que a viagem dos riffs distorcidos para as teclas eletrónicas aconteceu de forma natural: “comecei a gostar de sons mais eletrónicos quando comecei a frequentar o festival Extramuralhas. Fui apanhado por esta onda de synthwave e do industrial”.
Foi há cerca de um ano que pegou num computador, num teclado MIDI e começou a compor sozinho. O resultado é um álbum que o próprio define como “dark industrial, horror synth, dark ambient e electrónica experimental”.
O disco, que será lançado esta sexta-feira, 3 de Julho, exclusivamente em formato digital na plataforma Bandcamp, contou com uma equipa de colaboradores próximos.
Diogo Pereira assumiu um papel de director musical ao dar dicas de composição, introduções, e foi acompanhando todo o processo. João Viana, da banda Eden Synthetic Corps, foi o responsável pela mistura e masterização, trabalho que o próprio Sá destaca como fundamental. A vertente gráfica ficou a cargo de Paulo Sellmayer e Hugo Domingues, da Uffff! Creative Studio, que assinaram o design do projecto.
Amante do vinil e de suporte físico, o músico, que trabalhou nos moldes e é cabeleireiro de profissão, não descarta a possibilidade de editar o álbum em formato físico no futuro.