Economia
Clima e redução do poder de compra atrasam negócio do caracol
As condições climatéricas que se têm feito sentir dificultam a produção de caracóis. Além das quebras na produção, os empresários do sector constatam uma redução da procura resultante da crise
Começou a época de consumo de caracol, que este ano é pautado por menos produção e também menos procura, adiantam os empresários da helicicultura. As condições climatéricas adversas e a quebra na disponibilidade financeira dos portugueses são as justificações apresentadas por quem se dedica a esta actividade.
“Este ano há muito menos oferta, mas também há menos procura. Houve muita chuva e houve muito calor, mas não nas alturas certas, o que se ressentiu na produção”, aponta Miguel Oliveira, presidente da Widehelix - Cooperativa de Helicicultores.
Em Portugal, a produção é sobretudo de caracoleta. Já os caracóis branco e riscado, também bastante consumidos pelos portugueses, são importados do Norte de África. O preço da caracoleta está um pouco inflacionado, devido à escassez de produto, admite Miguel Oiveira. Andará nos 4,50 a 50 cêntimos o quilograma. Os preços mantiveram-se mais elevados desde o eclodir da guerra na Ucrânia, de onde saem vários tipos de cereais.
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