Sociedade
Carlos Rabadão promete fazer da Universidade de Leiria e Oeste uma instituição "transformadora"
Reitor e novos órgãos tomaram posse esta sexta-feira, numa sessão presidida pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação
No seu primeiro discurso como reitor da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), Carlos Rabadão assumiu o compromisso de fazer desta uma instituição "transformadora", "aberta ao conhecimento e à diversidade" e com capacidade de reforçar o seu impacto no território.
"Temos vindo a afirmar a vontade de construir uma universidade de nova geração. Esta expressão não pode ser apenas um lema. Tem de traduzir uma forma concreta de pensar e fazer universidade”, afirmou Carlos Rabadão, defendendo que o caminho passa por garantir uma “universidade aberta ao conhecimento e à diversidade, às empresas, aos municípios, às escolas, aos hospitais, às instituições culturais e às organizações sociais”.
Na sua intervenção, o reitor lembrou - e agradeceu - a luta de muitos para que a passagem a universidade fosse uma realidade, mas frisou que, "mais do que um reconhecimento", essa mudança tem de ser assumida como um compromisso. "Um compromisso de ensinar mais e melhor, de investigar mais e melhor, de ampliar as fronteiras do conhecimento, de criar novas oportunidades para os estudantes e de contribuir, com ainda maior impacto, para o desenvolvimento económico, social, cultural e humano dos territórios e do país", especificou.
Carlos Rabadão deixou ainda a promessa de dar continuidade à ligação ao território, que considera "uma das maiores forças" da ULO, e, ao mesmo tempo, reforçar a estratégia de internacionalização. "Não existe contradição entre compromisso regional e ambição global. Existe complementaridade", disse, convicto que "quanto mais internacional for a Universidade de Leiria e Oeste, maior será a sua capacidade para servir os territórios onde está presente".
"E quanto mais profunda for a sua ligação a esses territórios, mais singular e relevante poderá ser a sua afirmação no mundo", reforçou o reitor, defendendo que a instituição precisa de ser “suficientemente próxima para conhecer os desafios das pessoas e dos territórios. E suficientemente ambiciosa para contribuir para mudar o mundo.
Já o ministro da Educação, Ciência e Inovação, que presidiu à cerimónia, disse acreditar que o projecto da ULO tem "uma grande capacidade de transformação da região" e que "vai contribuir significativamente para o desenvolvimento de Portugal".
Fernando Alexandre disse ter consciência das implicações da criação de novas universidades na rede ensino superior, mas defendeu que tal não pode ser entrave a mudanças dessa natureza. "Temos a coragem de assumir os efeitos dessa transformação. Acredito que no final, vamos todos ficar melhores, esta região, esta instituição, as regiões à volta, as instituições à volta, porque é com bons projectos, com projectos transformadores, que conseguimos fazer mudar o nosso país", afirmou.
Na cerimónia de hoje tomaram ainda posse os membros da Comissão Instaladora da ULO e os membros do Conselho de Gestão, bem como a nomeação e posse da equipa reitoral e dos directores das cinco escolas.