Sociedade

Bombeiros de Pedrógão Grande obrigados a ir para zona industrial

15 ago 2026 16:30

A recuperação do telhado é uma prioridade, até porque “é importante que a obra fique concluída antes do Inverno”

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A tempestade Kristin provocou danos no quartel dos bombeiros de Pedrógão Grande
BVPG

Os Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande estão a funcionar, provisoriamente, num edifício cedido pela autarquia na zona industrial do concelho, enquanto aguardam a reparação da cobertura do quartel danificado pela tempestade Kristin.

Luís David, presidente da direcção, explica que a mudança dá “melhores condições aos homens e mulheres” que “estavam a viver dentro de tendas cedidas pelo INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] na garagem do quartel”. “Temos estado em contentores, suportando uma despesa enorme para a associação. São 4.100 euros mensais, acrescidos de IVA”, acrescenta. 

O dirigente afirmou que a recuperação do telhado é uma prioridade, até porque “é importante que a obra fique concluída antes do Inverno”.

O presidente reconheceu, contudo, que o quartel precisa de outras intervenções no seu interior.

A tempestade Kristin provocou danos no quartel dos bombeiros, com prejuízos na ordem de 720 mil euros, sendo que, neste momento, só chegou o valor disponibilizado pela seguradora, o que permitirá apenas fazer a reparação da cobertura do quartel, orçado em cerca de 190 mil euros.

Luís David revela ainda que o quartel precisa de outras intervenções no seu interior, uma vez que “o piso do primeiro andar ficou danificado, tal como as camaratas dos bombeiros" e a parte "eléctrica foi destruída e terá de ser refeita, mas essas obras terão de ser feitas numa segunda fase”.

Nas instalações municipais, para onde se mudou “apenas o essencial”, haverá um espaço de descanso para os bombeiros, a central de comunicações e o secretariado.

O parque dos veículos de socorro é descoberto, situação que deverá ser alterada pela Câmara de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

O presidente observa ainda que “os carros de socorro não devem ficar ao sol, para que possam chegar às ocorrências com uma temperatura amena”, avançando que a autarquia prevê uma solução, pelo menos, para parquear as ambulâncias.