Economia
Apesar da Kristin, 19 empresas concederam 34 bolsas +Indústria
Programa alargou-se este ano ao doutoramento e a novas associações empresariais, mas a tempestade que abalou a região deixou marca no número de empresas mecenas. Desde 2014, já foram atribuídas 333 bolsas.
Deveria ter sido um ano muito positivo para a iniciativa Bolsas +Indústria, que pela primeira vez, além de cursos de licenciatura e mestrado, disponibilizou aos estudantes da Universidade de Leiria e Oeste, antigo Politécnico de Leiria, bolsas de doutoramento.
Acresce que, também pela primeira vez, juntaram-se este ano novos parceiros à Nerlei CCI e à Associação Nacional da Indústria de Moldes (Cefamol): a Associação Empresarial da Região Oeste, a Associação Portuguesa da Indústria de Cerâmica e Cristalaria, a Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos, a Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém e a Associação Portuguesa da Indústria dos Recursos Minerais. Esta novidade permite diversificar os ramos de actividade em que as empresas mecenas podem atribuir bolsas.
No entanto, realçou Eduarda Fernandes, directora do Centro de Partilha e Valorização do Conhecimento da instituição, a tempestade que veio abalar a região e as suas empresas acabou por se reflectir neste programa.
Quantas bolsas foram atribuídas este ano?
Trinta e quatro, por 19 empresas, num apoio total de 33.500 euros, beneficiando 15 cursos. Os números foram avançados durante o XI Encontro +Indústria, que decorreu na quinta-feira no edifício-sede da Nerlei CCI, e durante o qual foi reconhecido o contributo das empresas mecenas e das associações empresariais parceiras para a qualificação dos estudantes.
Face a todos os constrangimentos resultantes deste contexto atípico criado pela depressão Kristin, foi até bastante expressivo o contributo das empresas desta região, valorizou a directora.
Desde 2014/2015, foram atribuídas 333 bolsas, por 85 empresas, beneficiando 19 cursos, num apoio empresarial que totaliza 299 mil euros, contabilizou Eduarda Fernandes.
Que universidade quer a região?
Uma que não se distancie da realidade económica. "Não queremos ser uma universidade distante da realidade económica. Queremos ser uma universidade profundamente ligada às empresas, aos seus desafios e às suas ambições. Uma universidade onde a investigação não termina nos laboratórios, mas se transforma em inovação, em tecnologia, em novos processos, em produtos diferenciadores e em soluções concretas para a sociedade e para a indústria", declarou Carlos Rabadão, presidente da instituição, presente na cerimónia.
"A nossa visão é clara: construir um verdadeiro ecossistema de conhecimento, inovação e desenvolvimento, capaz de posicionar Leiria e Oeste nas cadeias de valor de maior intensidade tecnológica e de maior valor acrescentado. O protocolo +Indústria constitui um excelente exemplo desta estratégia colaborativa", realçou.
Resultante do protocolo firmado em 2013 entre a então instituição politécnica, a Nerlei CCI e a Cefamol, a atribuição de bolsas de estudo +Indústria cria oportunidades para integrar estudantes em ambiente industrial, através do desenvolvimento de iniciativas e obras de interesse mútuo. A ligação entre a academia e o tecido empresarial da região ganhou entretanto uma nova dimensão institucional com a criação da Universidade de Leiria e Oeste.
O programa é promovido pela Universidade de Leiria e Oeste em parceria com as associações empresariais Nerlei CCI, Cefamol, Airo, Apicer, Apip, Aricop e Assimagra.