Viver
A dupla vida dos Eden Synthetic Corps: da saturação do metal à aposta orgânica, 20 anos depois
O disco sai esta sexta-feira e é uma espécie de best of com temas regravados
Há bandas que sobrevivem ao tempo, às mudanças de rumo, à dispersão geográfica dos seus membros e até à própria indústria musical. Os Eden Synthetic Corps (ESC), projecto que começou em Leiria nos anos 90 com o nome Perpetual Flame, inscrevem-se nesta categoria e fazem-no com uma longevidade incomum.
Após uma década de metal ainda como Perpetual Flame, a banda tem agora 20 anos de existência, como ESC, desde o primeiro disco. O ponto de viragem aconteceu em 2006, numa altura em que o mercado do metal atravessava aquilo que os próprios músicos descrevem como “uma saturação de bandas”. Marco Pina, vocalista e membro fundador, recorda que ele e outros dois elementos da banda já ouviam electro industrial e decidiram fazer experiências em casa. O resultado foram duas músicas colocadas no MySpace, plataforma que, à época, ainda funcionava como vitrine para bandas independentes.
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