Sociedade

Prisão preventiva para jovem que agredia e extorquia a própria avó em Caldas da Rainha

21 abr 2026 09:19

O suspeito, de 20 anos, protagonizou episódios de agressividade, tanto no contexto familiar como na via pública, contra a avó, de 64 anos

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Homem foi detido a 16 de Abril, em Caldas da Rainha
Ricardo Graça

Um jovem de 20 anos, que agredia e extorquia a própria avó, ficou em prisão preventiva pela prática dos crimes de ameaça agravada, ofensas à integridade física qualificada, injúrias e extorção.

Em comunicado de imprensa, o Comando Distrital de Leiria da PSP adianta que a detenção, a 16 de Abril, ocorreu fora de flagrante delito, em Caldas da Rainha, e que os actos praticados pelo suspeito contra a familiar, de 64 anos, incluíam “agressões físicas e verbais, ameaças, injúrias e exigência de quantias monetárias num contexto de persistente violência”.

O homem, que inicialmente residia com a vítima, “revelou ao longo do tempo um comportamento cada vez mais desajustado e perturbador, protagonizando episódios de agressividade, desordem pública e intimidação, tanto no contexto familiar como na via pública”, explica a PSP, adiantando que se regista um incumprimento “reiterado” de medidas de coação anteriormente aplicadas, nomeadamente a proibição de contactos e de aproximação à vítima, num raio de 500 metros, com recurso a vigilância electrónica.

Entre outros episódios de incumprimento, a PSP relata a “tentativa de intrusão na residência da vítima, através do arrombamento da porta de entrada do prédio e agressões físicas à porta da habitação, acompanhadas de comportamentos ameaçadores e injuriosos”.

A vítima já estava sinalizada com o estatuto de vítima especialmente vulnerável.

Além das agressões à avó, o homem protagonizou diversos episódios de perturbação da ordem pública na cidade de Caldas da Rainha, com comportamentos intimidatórios contra terceiros, “evidenciando sinais de descompensação psicológica”, considera a PSP, o que provocou um “clima de insegurança e múltiplas reclamações junto das autoridades”.

“Após ter vivido de forma errante durante várias semanas, sendo associado a diversas ocorrências criminais, o homem foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva”, pode ler-se no documento.