Sociedade
Pombal interdita trânsito automóvel na Ponte Românica da Redinha
Município alega motivos de segurança e de preservação do património edificado
A Câmara Municipal de Pombal anunciou hoje, nas redes sociais, o encerramento imediato ao tráfego automóvel da ponte românica sobre o Rio Anços, na Redinha.
A medida visa garantir a segurança dos utilizadores e a integridade do monumento histórico, tendo sido tomada na sequência de uma vistoria técnica à estrutura.
De acordo com a autarquia, a interdição total do trânsito de veículos foi determinada em articulação com a Unidade de Segurança Rodoviária e mereceu o parecer favorável do serviço de Protecção Civil.
A meta principal para o corte de trânsito é permitir a realização de estudos adicionais que avaliem com precisão o estado de conservação da infra-estrutura.
"A decisão estará em vigor até à conclusão dos estudos, visando a salvaguarda da integridade física dos utilizadores e a preservação deste importante legado patrimonial", refere o comunicado da edilidade.
Apesar das restrições para viaturas, a circulação pedonal mantém-se autorizada, permitindo que residentes e visitantes continuem a cruzar as margens do Anços a pé.
Para minimizar os transtornos causados pelo corte de trânsito, foi criado um Plano de Sinalização Temporário, que indica as vias alternativas que os condutores deverão utilizar.
Sem uma data precisa sobre a sua construção, algumas fontes sugerem que se trata de uma estrutura datada ainda do período romano, sendo certo apenas que, antes da fundação de Portugal como reino independente, e, 1143, a ponte já servia para o cruzamento das margens que, à época, seriam bastante mais afastadas.
A ponte tornou-se particularmente célebre na história nacional por ter sido palco do Combate da Redinha em 1811, durante a terceira invasão francesa, onde serviu de ponto de passagem crucial para as tropas francesas de Massena em retirada à frente do exército luso-britânico.