DEPRESSÃO KRISTIN
Ourém denuncia “persistência” nas falhas de comunicação cinco meses após temporal
Assembleia Municipal aprova moção
A Assembleia Municipal de Ourém aprovou, na última sessão, uma moção a manifestar preocupação pela “persistência” das falhas dos serviços de telecomunicações no concelho, que continuam a registar-se cinco meses depois da tempestade Kristin, e insta as operadoras a procederam, com urgência, à reposição “integra do serviço”.
“A indisponibilidade tão prolongada não pode ser tratada como um mero incómodo”, lê-se no texto da moção, segundo a qual, ainda há “cidadãos, empresas e instituições privadas do acesso regular e estável aos serviços de interne, telefone fixo e comunicações móveis”.
Reconhecendo a dimensão dos danos e a “complexidade técnica” dos trabalhos necessários, a moção recorda, no entanto, que já passaram cinco meses e que as telecomunicações desempenham hoje um papel “fundamental” na vida das pessoas, seja para o exercício da actividade profissional, acesso a serviços públicos e bancários, acompanhamento escolar ou contacto com familiares”.
Apresentada pela bancada do PSD e aprovada por unanimidade, a moção exige aos operadores uma reposta “mais célere, eficaz e transparente”. “A população afectada tem o direito de conhecer o estado das intervenções, as razões da demora e o prazo previsível para a reposição do serviço”, lê-se no texto, remetido à Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações), aos operadores e ao Governo.
O último balanço feito pela Anacom, no final de Maio, havia cerca de 9.400 pessoas sem serviços fixos de comunicações nos territórios afectados pela depressão Kristin, que se abateu sobre a região Centro na madrugada de 28 de Janeiro.