Sociedade
IC2 em ponto-morto, IC8 perigoso e acesso à A1 nas Meirinhas anunciado
No IC8, a reparação de 30 metros de via vai demorar quase um ano
As filas e os acidentes repetem-se quase diariamente no IC8, entre os cruzamentos da Aldeia do Vale e de Vila Cã, no Outeiro das Galegas.
A Infraestruturas de Portugal (IP) estima que a reparação dos cerca de 30 metros de aluimento do piso, em consequência das tempestades de Janeiro, custará cerca de um milhão de euros e poderá demorar até mais seis meses.
Contas feitas, a IP poderá levar quase um ano a concluir a empreitada.
O estado do IC8 esteve, aliás, em destaque na última reunião do executivo municipal de Pombal, depois de o vereador João Coelho (PS) ter dado conta de mais um choque frontal entre duas viaturas na zona das Castelhanas.
Para o autarca socialista, o episódio reforça a convicção antiga de que as barreiras existentes são insuficientes.
Coelho sugeriu que o município interceda junto da tutela para prolongar as baias de segurança e “mais bem sinalizar o perigo”.
Pedro Pimpão comprometeu-se a pressionar a IP nesse sentido.
“Vamos reforçar junto das Infraestruturas de Portugal a necessidade de se avançar ou de se prolongar esse separador do IC8 também junto às Castelhanas”, afirmou o presidente da câmara.
O autarca recorda ainda que foi publicado, na semana passada em Diário da República, um concurso público para estudos de requalificação da via que liga Pombal a Vila Velha de Ródão, no valor de 2,4 milhões de euros.
Mas o IC8 não é a única obra pública em ponto morto no concelho.
Infraestruturas de Portugal volta a prometer obra
A muito aguardada requalificação do IC2, entre o Barracão (Leiria) e a cidade de Pombal, arrancou em Março de 2025 e foi suspensa a 7 de Abril, para reformulação do estudo.
Os trabalhos recomeçaram em Agosto e foram novamente interrompidos a 3 de Novembro, desta vez sem data para retomar.
A IP confirmou que a empreitada avançará para novo concurso.
Alguns autarcas locais ouvidos pelo JORNAL DE LEIRIA receiam, porém, que a empresa pública tenha esgotado a provisão de verbas e, este ano, não concretizará a intervenção.
Pimpão reconhece que a população está descontente e que a autarquia tem reclamado, por todos os canais disponíveis, a urgência na reparação das duas vias.
Quanto ao IC2, aguarda a revisão do estudo de requalificação, mas aponta uma nota positiva: contactou o ministro das Infraestruturas e o responsável da Brisa para que, na renegociação em curso com a concessionária das auto-estradas, seja incluído o nó de acesso à A1 na zona de Barracão/Meirinhas.
“É um compromisso que espero que seja concretizado”, sublinha.