Opinião
Onde investir o meu dinheiro?
Existem vários produtos financeiros disponíveis para rentabilizar as poupanças
Existem vários produtos financeiros disponíveis para rentabilizar as poupanças. A decisão depende do objetivo e período do investimento e do perfil do investidor. Um investidor mais prudente e conservador opta por investir a curto prazo e com capital garantido, mesmo que isso se traduza em baixos retornos.
Os depósitos a prazo, emitidos pelos bancos, estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósito (com limite de 100.000€ por titular e banco) e duram normalmente entre 3 e 24 meses. As taxas de juro podem ser fixas ou variáveis e os juros podem ser periódicos ou no final do prazo. Alguns depósitos podem ser resgatados antes do final do prazo com perda de juros.
Os investidores moderados procuram investimentos com capital garantido e com durações longas. As alternativas comuns são os certificados do tesouro, os certificados de aforro e os planos poupança reforma (PPR). Os certificados do tesouro são títulos de dívida pública, com uma taxa de juro anual fixa e duração normal de 7 anos. Os certificados de aforro são similares, mas com prazos mais longos (15 anos) e taxa de juro variável.
Neste caso os juros são trimestrais e capitalizáveis (vão sendo acumulados ao valor investido). Existem ainda os PPR, utilizados como complemento à reforma (embora nem todos tenham capital garantido, só os sob a forma de seguro). Estes apresentam taxa de juro variável e benefícios fiscais em sede de IRS, mas existem condições específicas quanto ao seu resgate. Os investidores dinâmicos procuram rendibilidades mais elevadas, que podem ser obtidas pelo investimento em ações. Os ganhos podem ser elevados, mas podem ocorrer perdas significativas, inclusive do valor investido.
É aconselhado a diversificação do investimento, via a constituição de uma carteira de ações de empresas de diferentes setores e mercados, para diminuir as incertezas e atenuar as potenciais perdas. Os ETF (Exchange-Traded Fund) já são portefólios diversificados. Quanto aos investidores mais arrojados, que aceitam correr riscos em troca de elevados retornos, têm como opção as criptomoedas (ativos digitais que utilizam a tecnologia blockchain). O seu valor é muito volátil e há uma menor proteção para os investidores, dado que não existem intermediários.
De realçar que os juros e as mais-valias com a venda de ações ou criptomoedas (salvas exceções) são sujeitos a taxas liberatórias em sede de IRS. Antes de investir é fundamental conhecer o seu perfil enquanto investidor, para depois avaliar os produtos financeiros mais adequados. A diversificação de produtos é aconselhada, pois está associada a maior segurança financeira. Bons investimentos!