Entrevista
Clara Moura Soares: “Gostava muito de fazer voltar a escola de canteiros e de reactivar a oficina de vitral”
2 abr 2026 08:00
A directora do Mosteiro da Batalha defende mais investimentos no monumento e admite incluir novas áreas no percurso de visita (Fotografia de Ricardo Graça)
Considerando que, por um lado, conviveu logo com uma obra nas Capelas Imperfeitas, e por outro, mais recentemente, existiu o impacto da depressão Kristin também aqui no Mosteiro da Batalha, imaginava ter um primeiro ano mais tranquilo?
Estava à espera de ter um desafio, e de enfrentar um desafio, foi para isso que para cá vim. Mas, de facto, este desafio ampliou-se muitíssimo pelas circunstâncias que referiu. Quando cheguei, a obra das Capelas ainda não tinha sido iniciada. Iniciou-se, a montagem do estaleiro, em final de Agosto. E depois tivemos esta surpresa da tempestade Kristin, que veio trazer mais desafios, mais dificuldades, mas também, ao mesmo tempo, mais esperança de ver as coisas mudarem. Depois do período de trauma, do impacto, dos efeitos que a tempestade teve, vejo agora, se calhar, uma oportunidade para se fazerem coisas e fazerem obras no edifício que, de alguma forma, já eram necessárias.
Quando olha para trás, para estes primeiros 12 meses, que balanço faz? É positivo?
Muito positivo, apesar, como disse, de ter tido grandes desafios e alguns deles completamente inesperados, completamente imprevisíveis. Conheci muitas pessoas, de áreas muito diversas e algumas muito, muito interessantes, o que me tem permitido, também, pensar o monumento em diversas perspectivas, sob diversos pontos de vista. Permite-me, também, repensar a programação, por exemplo. Depois, o outro tópico deste balanço tem que ver, naturalmente, com as obras – com as obras que se iniciaram e com a expectativa de obras que eu gostaria que se iniciassem.
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